O vinho. Por causa da sua utilidade e dos efeitos que produzia sobre o psiquismo, o vinho era considerado pelo alto-duriense como coisa digna de veneração. Isso valia sobretudo para o mosto, devido à sua estranha fermentação, segundo creio. Contavam-se dezenas as curas em que ele era utilizado como remédio. Quando uma criança sofria de raquitismo, ou tinha os músculos pouco desenvolvidos, mergulhava-se no vinho mosto, para que medrasse. Para não manchar a sacrilidade, pensava-se em muitas localidades, as mulheres, mormente se andassem menstruadas, não deviam entrar no lagar com vinho em fermentação. Caso o fizessem, este deixaria de ferver. Em Carviçais (Torre de Moncorvo), na procissão que se fazia para pedir chuva, ao passar ao pé da fonte da aldeia, lavava-se o santo com vinho. Este era, seguidamente, dado a beber aos presentes.O derrame de vinho na mesa era considerado sinal de alegria
"Sobrevivências do primitivo politeísmo" In "Alto Douro, terra de vinho e de gente" A.L. Pinto da Costa, p. 111
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ResponderEliminarfestival do sudoeste:
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